Ela me arruinou. Ela machucou meu coração. Foi tudo muito efêmero. O momento esporádico em demasia. Ouso dizer que ela me saciou de um jeito transparente. Ela foi transparente. Tudo que rolou entre a gente me causou incomensuráveis reflexões. Ela dispersou seu veneno em mim. Ela foi o substrato que eu, no fundo, precisava. Logo, quase me matou, porque não consegui transcender. Ela me causou tremor. Ela fez o que nenhuma outra conseguiu. Ela não me causou furor nem ardor. Eu tentei, sobretudo falhei. Eu não pude ser mais interessante. Ela foi interessante. Quando era para eu dizer, mal tive petulância para falar, porque confesso que fui covarde ao extremo por ter me calado quando eu mais precisava emerger.
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